Esperava-se que, depois de Lula, a língua portuguesa fosse mais bem-tratada. Já bastavam os suplícios que ele infligiu ao idioma durante seus oito anos de mandato. Mas parece que com Dilma não vai ser muito diferente. Sua disposição em se chamar “presidenta” (que existe, mas é feio) dá a entender que ela será mais uma a despetalar a “flor do Lácio”.
Dilma associa a flexão do substantivo a reivindicações de gênero. Sendo a primeira mulher a presidir a nação, deseja que a vitória do seu sexo se espelhe no idioma. Para isso, acrescenta ao título do cargo que ocupa uma desinência forçada e antieufônica.
“Presidente” não é exclusivamente palavra masculina; pertence ao grupo dos substantivos comuns de dois, que servem para designar tanto o masculino quanto o feminino. Não há, pois, nenhuma limitação machista em aplicá-la a uma mulher.
Meu medo é que a moda pegue, e no futuro tenhamos de estender esse “a” brioso e feminil às designações que, sem nenhum ranço de preconceito, indicam as várias funções exercidas por mulheres neste país. No rastro de “presidenta” vão então aparecer as agentas, gerentas, assistentas, atendentas, superintendentas... Quem aguenta?!
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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
ResponderExcluirBoaaa! É daí pra pior (FATO)! ^^
bjooooooos
Hahahahaha adoro ler o seu blog! Você sempre com um humor invejável.
ResponderExcluirE eu que pensei que era a única a sentir o ouvido incomodar com esse discurso da "presidenta" Dilma...
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