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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Questões transcendentes (e respostas nem tanto) (2)

1) Acha a existência gratuita? R.: De modo algum. Tudo nela é pago -- da maternidade, onde nascemos, à capelinha onde vão nos velar.

2) O que é, para você, um grande homem? R.: Um grande homem, o mais das vezes, é alguém de quem só se conhece uma pequena parte.

3) Tem medo de ser esquecido pelas pessoas? R.: Por algumas, tenho medo de ser lembrado.

4) Que acha do casamento aberto? R.: O casamento é uma sociedade de companhia limitada. Abrir o capital pode ser um risco.

5) Aponte uma diferença entre juventude e velhice. R.: Na juventude fazemos sonetos. Na velhice rezamos -- ou fazemos piadas.

6) Que acha do radicalismo? R.: Sou rigorosamente contra toda espécie de radicalismo.

7) Acha que o acaso nos governa? R.: O acaso pode ser a lógica de Deus.

8) Acredita em movimentos sociais? R.: Acredito mais nos sexuais, pois eles não discriminam quem está em cima e quem está embaixo.

9) Faria um pacto com o diabo? R.: Desconfio de que ele não ia aceitar. Minha alma foi contaminada pela bondade.

10) O que o tira do sério? R.: Uma boa piada. 

sábado, 15 de janeiro de 2011

Diálogos (2)

- Você me acha um animal!
- Eu nunca achei isso de você, já disse. E vê se para de grunhir no meu ouvido!

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- Doutor, cheguei à conclusão de que sou “burro”.
- Ótimo. Isso mostra que não lhe falta de todo a lucidez.

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- Dizem que se bebia muito nos mosteiros medievais.
- É que naquela época o hálito fazia o monge.

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A mãe notou que Pedrinho não saía da frente do espelho. Um dia perguntou, intrigada:
- O que você tanto faz aí?
- Não adianta, não adianta.
- Não adianta o quê, filho?
- O professor disse que eu preciso aprender a rir de mim mesmo. Desde hoje eu tento, e nada.

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- Sabem o que a corneta disse para o músico?
- Não me toque!